Descanso ≠ Descaso

Vamos ser sinceros por um segundo? Um dos maiores males que possuímos como brasileiros é o descaso. A mais recente tragédia em Brumadinho é uma prova que o descaso nos afeta profundamente tanto pessoal quanto coletivamente.

Vale também lembrar o incêndio do Museu Nacional, que em 2018 destruiu cerca de 20 milhões de itens do nosso patrimônio cultural, expondo a ferida do descaso presente na nossa sociedade ao mundo inteiro. A ISTOÉ naquela época nos chamou do “País do Descaso, que não cuida da memória e da identidade, e não acha seu caminho para o futuro.” Pode-se dizer que temos uma cultura de descaso.

Fazer uma crítica coletiva é fácil, pois podemos apontar para “eles lá”, quer seja no governo, no poder, etc… sem nunca tomarmos responsabilidade para si. Mas eu penso que a mudança começa quando fazemos uma introspecção e auto-crítica individual. É assim que preservamos a memória, moldamos identidade e encontramos o caminho para o futuro.

Então, como que o descaso se manifesta individualmente? Para nós brasileiros é através da procrastinação; aquele simples ato de deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. Temos crenças no nosso imaginário coletivo de que o ano só começa depois do carnaval, e boa sorte para quem tentar fazer alguma coisa antes. Fazemos pouco caso da realidade. Para nós o descanso literalmente vira descaso.

Líderes são acima de tudo proativos, pois entendem que o custo do descaso é a própria ruína. O tempo nunca está a favor de quem procrastina e o preço de não agir é maior do que agir de forma imperfeita. Proatividade requere coragem e ímpeto. Ela requere uma mudança de mindset onde abandonamos as crenças habituais e culturais.

Quais mudanças de hábitos você precisa fazer em 2019 para evitar o descaso na sua vida?

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