A Importância do Rumo e do Ritmo

Na década de 80, especialistas do Ministério de Trabalho do Japão começaram a reconhecer um padrão perturbante na população. Vários profissionais estavam sofrendo mortes por derrame ou ataque cardíaco no local de trabalho mesmo ainda no auge de suas carreiras. Depois de muita investigação, foi diagnosticado que a população japonesa sofria de “karoshi” (過労死), termo que pode ser traduzido literalmente como “morte por excesso de trabalho”.

Esses especialistas traçaram a origem de karoshi para o término da Segunda Guerra Mundial, quando o Japão totalmente destruído e desvastado, começou o árduo projeto de reconstrução. A ética trabalhista pós-guerra, junto com a superpopulação e competição no mercado de trabalho, fez com que japoneses trabalhasem até a morte. Ainda hoje, karoshi continua sendo um grande problema a ser resolvido na sociedade japonesa.

O exemplo do Japão nos ensina que a tarefa da liderança não é apenas ditar o rumo, mas também o ritmo a ser seguido. Atualmente, líderes japoneses estão adotando medidas para minimizar o ritmo da jornada de trabalho, desligando luzes e computadores após certo horário, proibindo a presença no edifício e até multando funcionários que violam essas regras.

É natural para líderes traçarem o rumo, porém marcar o ritmo requer intuição e sabedoria. Algo que separa os grandes dos bons líderes é habilidade de manter uma excelência sustentada. Há uma linha fina entre alta performance e esgotamento. Desde generais até técnicos esportivos, grandes líderes sabem medir a pressão cardíaca de seus liderados para saber quando acelerar ou diminuir o ritmo.

E você? Como você tem parado medir a saúde de quem lidera?

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