Fortaleça o que remanesce

A igreja de Sardes tinha nome, história e endereço. Jesus disse que estava morta.

“Você tem fama de estar vivo, mas está morto” (Apocalipse 3:1, NVI). O diagnóstico de Cristo separa o que nós confundimos: reputação e vida não são a mesma coisa. Programas mantêm a fama de uma igreja. Só o Espírito mantém a sua vida.

Mas repare na ordem que Jesus dá em seguida. Ele não manda plantar outra igreja em Sardes. Ele manda fortalecer a que resta: “Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer” (Apocalipse 3:2, NVI).

Revitalizar, no Novo Testamento, começa pelo remanescente, não pelo recomeço. Antes de qualquer estratégia vem o fortalecimento: gente cansada, oração esquecida, a memória do que foi recebido e ouvido. “Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu; obedeça e arrependa-se” (Apocalipse 3:3, NVI).

Nossa tentação é inverter a ordem. Celebramos o que nasce e desprezamos o que foi herdado. Mas Cristo investiu em Sardes. Ele não abandonou a igreja morta; chamou-a de volta à vida.

E em Sardes havia “uns poucos que não contaminaram as suas vestes” (3:4). O remanescente não é o problema da igreja; é o ponto de partida da renovação.

Revitalizar uma igreja não é devolvê-la ao passado. É fortalecê-la para a missão que ela ainda tem pela frente, começando pela exegese do bairro onde Deus a colocou.

Próximo passo

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